A Estação de Caminhos de Ferro de Maputo, Moçambique, é um edifício imponente, projectado pelos arquitectos Alfredo Augusto Lisboa de Lima, Mário Veiga e Ferreira da Costa, e construído entre 1913 e 1916. O seu projecto é muitas vezes erradamente atribuído a Gustave Eiffel.   Serve como terminal das linhas do Caminho de Ferro de Goba (de ligação com o Essuatíni), do Caminho de Ferro de Ressano Garcia (de ligação com a África do Sul) e do Caminho de Ferro do Limpopo (de ligação com o Zimbábue). Sua administração é feita pela empresa estatal Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique.   Esta estrutura substituiu outra mais antiga e simples, construída em 1895 para a inauguração do Caminho de Ferro de Ressano Garcia, que liga-se com Pretória, na África do Sul.   Breve Historial dos CFM Por diploma legislativo nº 315, de 22 de Agosto de 1931, foi aprovada a criação e organização da Direcção dos Serviços dos Portos e Caminhos de Ferro da Colónia de Moçambique, o que de certo modo veio estabelecer a unificação directiva e administrativa dos Caminhos de Ferro. Esta direcção orientava-se segundo os princípios da economia comercial. Os Serviços dos Portos e Caminhos de Ferro da Colónia de Moçambique constituíam uma empresa industrial do Estado colonial, competindo-lhes, entre outras, as seguintes funções: Promover e executar o estudo e a construção dos portos e caminhos-de-ferro, assim como o estabelecimento de quaisquer outros meios de transporte em ligação com as explorações ferroviárias; bem como explorar comercial e industrialmente os portos e caminhos-de-ferro. A Administração dos Serviços dos Portos e Caminhos de Ferro da Colónia estava sob a autoridade de um governador-geral e era exercida pelos seguintes organismos: •               Conselho de Administração; •               Conselho Fiscal; •               Direcção dos Serviços dos Portos e Caminhos de Ferro em todas as redes; •               Divisões ou inspecções de exploração nas respectivas redes; •               Divisão de estudos e construção. Em 1930, por iniciativa dos Caminhos de Ferro de Moçambique, foi criado o Serviço de Camionagem Automóvel. A existência deste serviço de transporte rápido, seguro e económico, foi determinante para o desenvolvimento agrícola e fomento do comércio, trazendo do interior para as estações ferroviárias os produtos destinados ao abastecimento dos mercados locais e à exportação por via marítima, substituindo, com sucesso, o transporte ferroviário, quando o tráfego não era suficiente para o justificar. A Direcção de Exploração dos Transportes Aéreos (DETA), criada em 1936, era também uma divisão dos Caminhos de Ferro de Moçambique, tendo sido a primeira companhia aérea constituída neste território a realizar carreiras regulares no espaço nacional e para os países vizinhos. Enfrentando inúmeras dificuldades, já que não existiam aeronaves, pilotos nem qualquer experiência na gestão dos transportes aéreos, os Caminhos de Ferro de Moçambique montaram uma empresa sólida, com larga tradição de bem servir. A DETA foi extinta em 1983, tendo sido criada em seu lugar a empresa Linhas Aéreas de Moçambique (LAM). Caminhos de ferro de Maputo é um dos edifícios mais emblemáticos de Maputo, a estação central dos Caminhos de Ferro (CFM). Uma construção erguida entre 1908 e 1910, eleita em 2016 a terceira mais bonita do mundo pela revista Times. Na fachada da estação — que fica de frente para a Praça dos Trabalhadores —, chamam a atenção o estilo clássico e a bela cúpula principal, pré-fabricada na África do Sul. Já na parte de dentro, o visitante praticamente volta no tempo ao deparar-se com locomotivas antigas, sendo uma delas a primeira usada no trajeto Maputo-Pretória.   A visita à estação não fica completa sem uma passadinha pelo museu que, além da exposição permanente no interior do edifício, mantém uma exibição temporária mostrada ao longo das plataformas de embarque e desembarque de passageiros. A entrada no museu custa 50 MT. Lembrando que a estação funciona como tal; atualmente partem do local alguns poucos trens em direção ao Zimbabue, à Suazilândia e à África do Sul, porém as condições das locomotivas não são das melhores para o turismo. Horários de visita : Segunda Feira a Sexta-Feira: Das 10h às 17h Sábado; Domingo e Feriados: 10h às 16h